{"id":195,"date":"2017-04-21T22:47:56","date_gmt":"2017-04-21T22:47:56","guid":{"rendered":"https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/?p=195"},"modified":"2018-02-05T09:53:28","modified_gmt":"2018-02-05T09:53:28","slug":"porque-e-que-eliminar-o-acucar-da-sua-alimentacao-e-uma-das-melhores-coisas-que-pode-fazer-pela-sua-saude-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/2017\/04\/21\/porque-e-que-eliminar-o-acucar-da-sua-alimentacao-e-uma-das-melhores-coisas-que-pode-fazer-pela-sua-saude-parte-1\/","title":{"rendered":"Porque \u00e9 que eliminar o a\u00e7\u00facar da sua alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das melhores coisas que pode fazer pela sua sa\u00fade &#8211; Parte 1"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 certos acontecimentos que acabam por ser pontos de viragem na nossa vida. Um dos pontos de viragem na minha vida aconteceu h\u00e1 cerca de 6 anos, quando um amigo me perguntou se eu queria comer o gelado dele, caso contr\u00e1rio ele deitar-lo-ia no lixo. Naquela altura eu fiquei bastante surpreendida &#8211; porque \u00e9 que algu\u00e9m deitaria para o lixo um gelado t\u00e3o bom?!?! Acho que se adorar gelados, vai entender a minha admira\u00e7\u00e3o. Mas o meu amigo explicou-me porque \u00e9 que ele n\u00e3o queria comer o gelado &#8211; ele estava convencido que o consumo cr\u00f3nico de a\u00e7\u00facar tinha sido o respons\u00e1vel pelo ataque card\u00edaco do pai. Naquele momento, foi muito dif\u00edcil para mim acreditar nele. Eu estava a trabalhar na \u00e1rea de sa\u00fade e tinha feito parte dos meus estudos de engenharia biom\u00e9dica na escola de medicina, como era poss\u00edvel que eu nunca tinha ouvido falar disto? Mas comecei a questionar e a fazer uma extensa pesquisa sobre este assunto. Li muitos livros e artigos cient\u00edficos que me abriram de fato os olhos. Devo dizer que fiquei chocada com a quantidade de artigos cient\u00edficos que provam a associa\u00e7\u00e3o entre o consumo de a\u00e7\u00facar e imensas doen\u00e7as cr\u00f3nicas. Hoje em dia, os meios de comunica\u00e7\u00e3o social j\u00e1 t\u00eam de vez em quando artigos sobre os efeitos nefastos do a\u00e7\u00facar, mas h\u00e1 6 anos n\u00e3o se falava t\u00e3o abertamente sobre o assunto. Ent\u00e3o, depois de me informar, cheguei finalmente a uma conclus\u00e3o: o meu amigo estava completamente certo em n\u00e3o querer comer aquele gelado (que, ali\u00e1s, n\u00e3o continha apenas a\u00e7\u00facar, mas tamb\u00e9m cores e sabores artificiais &#8211; tudo menos natural). E embora ningu\u00e9m possa dizer com 100% de certeza que o a\u00e7\u00facar foi a causa do ataque card\u00edaco do pai, \u00e9 bem prov\u00e1vel que tenha sido pelo menos uma das principais causas. Isto porque, muitos estudos cient\u00edficos publicados nos mais reconhecidos jornais cient\u00edficos t\u00eam mostrado uma rela\u00e7\u00e3o entre o consumo de a\u00e7\u00facares e o aumento do risco de doen\u00e7as cardiovasculares [1, 2]. Se for ao site da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Cardiologia (<em>American Heart Association<\/em>), pode ler [3]:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;Demasiado a\u00e7\u00facar na sua alimenta\u00e7\u00e3o pode aumentar significativamente o seu risco de morrer de doen\u00e7as cardiovasculares.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Infelizmente, o consumo excessivo de a\u00e7\u00facar tamb\u00e9m leva a muitas outras doen\u00e7as cr\u00f3nicas, como ver\u00e1 mais tarde no nosso pr\u00f3ximo artigo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-197 \" src=\"https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo11-1024x768.png\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo11-1024x768.png 1024w, https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo11-300x225.png 300w, https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo11-768x576.png 768w, https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo11-400x300.png 400w, https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo11.png 1131w\" sizes=\"(max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/><\/p>\n<p>Hoje em dia, eu sei que a elimina\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar da alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das melhores decis\u00f5es que as pessoas podem fazer pela sua sa\u00fade, n\u00e3o s\u00f3 para prevenir mas tamb\u00e9m para superar certas doen\u00e7as.<\/p>\n<p>No entanto, eu tamb\u00e9m sei que eliminar o a\u00e7\u00facar completamente da alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante dif\u00edcil, devido principalmente a quatro raz\u00f5es:<\/p>\n<p><strong> 1. O a\u00e7\u00facar est\u00e1 em tudo.<\/strong><\/p>\n<p>A s\u00e9rio, o a\u00e7\u00facar est\u00e1 em quase tudo o que compramos empacotado, por exemplo:<\/p>\n<p>&#8211; cereais do pequeno almo\u00e7o<\/p>\n<p>&#8211; p\u00e3o e tostas (apercebi-me que alguns destes produtos cont\u00eam maltose ou dextrose, dois tipos de a\u00e7\u00facar).<\/p>\n<p>&#8211; iogurte (hoje em dia, os iogurtes s\u00e3o mais como um doce do que qualquer outra coisa, cheios de a\u00e7\u00facar e sabores artificiais, mesmo se muitas pessoas os comem porque pensam que s\u00e3o saud\u00e1veis \u200b\u200b- se comer iogurte, pelo menos certifique-se que \u00e9 um iogurte natural biol\u00f3gico e sem a\u00e7\u00facares adicionados)<\/p>\n<p>&#8211; manteiga de amendoim<\/p>\n<p>&#8211; algumas cervejas<\/p>\n<p>&#8211; molhos para saladas e molhos preparados, tais como ketchup, mostarda, maionese, etc &#8230;<\/p>\n<p>&#8211; carnes processadas<\/p>\n<p>&#8211; sopas (!)<\/p>\n<p>&#8211; frutas enlatadas<\/p>\n<p>&#8211; leite de arroz, leite de aveia e leite de frutos secos (leite de am\u00eandoa, por exemplo)<\/p>\n<p>&#8211; algumas frutas congeladas<\/p>\n<p>&#8211; picles<\/p>\n<p>&#8211; chili (esta foi bastante chocante para mim, porque \u00e9 que o a\u00e7\u00facar \u00e9 adicionado a algo que \u00e9 suposto ser picante ?!)<\/p>\n<p>&#8211; a maior parte das refei\u00e7\u00f5es preparadas que compramos no supermercado. Veja por exemplo a lista de ingredientes deste hamburger de frango (em ingl\u00eas; os a\u00e7ucares est\u00e3o real\u00e7ados com um ret\u00e2ngulo vermelho):<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-604 \" src=\"https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/photo1-1.png\" alt=\"\" width=\"516\" height=\"445\" \/><\/p>\n<p>&#8211; esta lista poderia continuar por v\u00e1rias p\u00e1ginas&#8230;<\/p>\n<p>Portanto, o a\u00e7\u00facar est\u00e1 em muitos alimentos que nunca nos passaria pela cabe\u00e7a que pudessem conter a\u00e7\u00facar, e que n\u00f3s at\u00e9 considerariamos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Como Jamie Oliver real\u00e7a e muito bem no seu document\u00e1rio &#8220;<em>Jamie&#8217;s Sugar Rush<\/em>&#8220;, comer 3 refei\u00e7\u00f5es &#8220;saud\u00e1veis&#8221; por dia pode facilmente ultrapassar o limite m\u00e1ximo estabelecido pela Organita\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) de 7 colheres de sobremesa de a\u00e7\u00facar por dia. No exemplo que ele d\u00e1, para pequeno almo\u00e7o, ele comeria cereais com iogurte e fruots vermelhos e um copo de sumo de laranja (14 colheres de sobremesa de a\u00e7\u00facar &#8211; portanto, o dobro da quantidade recomendada pela OMS logo na primeira refei\u00e7\u00e3o do dia); para o almo\u00e7o, uma sopa de tomate e p\u00e3o integral (3 colheres de sobremesa de a\u00e7\u00facar), para o lanche, uma \u00e1gua com aroma e uma barra de cereais (9 colheres de sobremesa) e para o jantar, legumes com lim\u00e3o e molho de gengibre (de compra) (10 colheres de sobremesa). Assim, refei\u00e7\u00f5es que aparentemente pareciam bastante saud\u00e1veis \u200b\u200blevaram a um consumo de 36 colheres de sobremesa de a\u00e7\u00facar por dia, mais de 5 vezes o limite recomendado pela OMS. Agora imagine como \u00e9 com as refei\u00e7\u00f5es que n\u00e3o parecem assim t\u00e3o &#8220;saud\u00e1veis&#8221;&#8230;. e se ainda por cima beber alguns refrigerantes durante o dia.<\/p>\n<p>\u00c9 importante tamb\u00e9m saber que no r\u00f3tulo pode estar mencionado um ou mais a\u00e7\u00facares. H\u00e1 mais de 50 nomes diferentes para a\u00e7\u00facares refinados: a\u00e7\u00facar (sacarose), frutose, dextrose, maltose &#8230; basicamente tudo o que termina em &#8220;ose&#8221; e tudo o que diz &#8220;xarope&#8221;, por exemplo xarope de milho ou de glucose.<\/p>\n<p>Ou\u00e7o \u00e0s vezes as pessoas dizer &#8220;eu raramente como a\u00e7\u00facar&#8221;, mas na verdade o que elas querem dizer \u00e9 que n\u00e3o adicionam deliberadamente a\u00e7\u00facar aos alimentos ou comem alimentos que cont\u00eam obviamente a\u00e7\u00facar (como bolos, bolachas, biscoitos, chocolates, geleias, etc.). Mas ainda comem a\u00e7\u00facar sem se aperceberem! A \u00fanica maneira de saber se um alimento cont\u00e9m a\u00e7\u00facares adicionados \u00e9 ler a lista de ingredientes. Eu recomendo vivamente que toda a gente comece a fazer isto para que pelo menos saibam o que est\u00e3o a comer.<\/p>\n<p>Mas porque \u00e9 que o a\u00e7\u00facar est\u00e1 em tudo? Bom, pode muito bem ser por causa do pr\u00f3ximo ponto ( que imagino que muitas empresas de produtos alimentares apreciam&#8230;).<\/p>\n<p><strong>2. O a\u00e7\u00facar \u00e9 extremamente viciante.<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez que o comemos, queremos continuar a comer mais &#8211; sim, como uma droga. Num estudo muito interessante feito em ratos, foi-lhes dada a op\u00e7\u00e3o de escolherem entre \u00e1gua ado\u00e7ada com sacarina (um ado\u00e7ante) ou sacarose (tamb\u00e9m chamado apenas de a\u00e7\u00facar) ou coca\u00edna intravenosa. <strong>A maioria dos animais (94%) preferiu o sabor doce da sacarina ou da sacarose do que a coca\u00edna <\/strong>[4]! Mesmo quando os ratos foram injetados com mais coca\u00edna, a prefer\u00eancia pela sacarina ou sacarose n\u00e3o se alterou. Al\u00e9m disso, os ratos n\u00e3o s\u00f3 preferiram a sacarose \u00e0 coca\u00edna, mas tamb\u00e9m estavam dispostos a trabalhar mais arduamente por ela do que pela coca\u00edna. Os autores conclu\u00edram:<\/p>\n<p><em>&#8220;Os nossos resultados demonstram claramente que o sabor do doce intenso pode superar a recompensa sentida devido \u00e0 coca\u00edna, mesmo em indiv\u00edduos sensibilizados e viciados na droga. Especulamos que o potencial viciante do doce intenso \u00e9 devido a uma hipersensibilidade inata aos sabores doces. Na maioria dos mam\u00edferos, incluindo ratos e seres humanos, os receptores do sabor doce evolu\u00edram em ambientes ancestrais pobres em a\u00e7\u00facares e, portanto, n\u00e3o est\u00e3o adaptados a altas concentra\u00e7\u00f5es de doces. A estimula\u00e7\u00e3o supranormal destes receptores por alimenta\u00e7\u00f5es ricas em a\u00e7\u00facar, como as que est\u00e3o agora amplamente dispon\u00edveis nas sociedades modernas, geraria um sinal de recompensa supranormal no c\u00e9rebro, com o potencial de ultrapassar os mecanismos de autocontrolo e, assim, <strong>levar ao v\u00edcio<\/strong>&#8220;.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-603 \" src=\"https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/photo2-1.png\" alt=\"\" width=\"686\" height=\"226\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 ouviu falar da dopamina? \u00c9 o principal qu\u00edmico no nosso c\u00e9rebro (neurotransmissor) associado aos sentimentos de prazer e recompensa. O a\u00e7\u00facar leva \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o de dopamina e, portanto, ativa o nosso sistema de recompensa. Sentimo-nos bem ao consumi-lo, e por isso continuamos a querer consumir mais. No entanto, quando estimulamos demasiado este sistema de recompensa, problemas como perda de controlo e desejos de consumir mais (sintomas de depend\u00eancia) come\u00e7am a aparecer. Al\u00e9m disso, na obesidade, h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o da sensibilidade \u00e0 dopamina (o que significa que, embora tenham mais dopamina, o c\u00e9rebro n\u00e3o sente isso e portanto precisam de consumir cada vez mais a\u00e7\u00facar para se sentirem bem) e quanto mais pesado \u200b\u200bo indiv\u00edduo \u00e9, menos responde \u00e0 dopamina [5]. Drogas como a nicotina, a coca\u00edna, a hero\u00edna e o \u00e1lcool tamb\u00e9m estimulam a liberta\u00e7\u00e3o de dopamina, o que faz com que as pessoas dependentes nestas drogas as procurem constantemente, uma vez que as faz sentirem-se bem. Os receptores de dopamina n\u00e3o funcionam bem em dependentes de coca\u00edna e alco\u00f3licos, tal como na obesidade [6]. Este estudo sugere que h\u00e1 um mesmo mecanismo subjacente (devido \u00e0s vias dopamin\u00e9rgicas estarem afectadas) a um comportamento viciante tanto na obesidade como depend\u00eancia de drogas. Estes estudos contribuem para compreendermos melhor porque \u00e9 que as pessoas tentam comer mais a\u00e7\u00facar para as fazer sentirem-se melhor.<\/p>\n<p>Portanto, se o a\u00e7\u00facar partilha todas as propriedades e mecanismos viciantes das drogas, porque n\u00e3o cham\u00e1-lo tamb\u00e9m de droga? Se as pessoas me perguntarem se comer a\u00e7\u00facar uma vez por semana n\u00e3o faz mal, eu diria: honestamente, faz! Precisamente por causa desta propriedade viciante do a\u00e7\u00facar: se continuar a com\u00ea-lo de vez em quando, vai continuar a desejar com\u00ea-lo! Ainda estar\u00e1 viciado! Se estiver viciado numa droga e querer deix\u00e1-la, n\u00e3o pode esperar consumi-la de vez em quando: n\u00e3o, assim n\u00e3o funciona! Portanto, a melhor coisa a fazer \u00e9 tentar deixar de comer a\u00e7\u00facar de uma vez por todas. E se for guloso, n\u00e3o se preocupe &#8211; deixar o a\u00e7\u00facar, n\u00e3o significa deixar de comer coisas doces! De modo algum! Pode comer muitas sobremesas e snacks saud\u00e1veis \u200b\u200bfeitos com alimentos &#8220;verdadeiros&#8221; (temos vindo a publicar algumas destas receitas neste blog, por isso d\u00ea uma olhadela :)).<\/p>\n<p>Quando deixar de comer a\u00e7\u00facar, ver\u00e1 que imensas coisas v\u00e3o melhorar na sua sa\u00fade: os picos de a\u00e7\u00facar no sangue v\u00e3o parar, vai perder peso, a sua tens\u00e3o arterial vai tornar-se normal, o seu humor vai melhorar, vai parar de alimentar c\u00e9lulas cancer\u00edgenas e bact\u00e9rias nocivas no seu intestino, etc &#8230; e vai sentir de fato o sabor da comida ou bebida! Quando eu parei de comer a\u00e7\u00facar, lembro-me de ir a um caf\u00e9 com algumas das minhas queridas amigas portuguesas e pedir ch\u00e1. O ch\u00e1 continha j\u00e1 a\u00e7\u00facar adicionado e era t\u00e3oooo doce! Eu j\u00e1 tinha bebido v\u00e1rias vezes aquele ch\u00e1, mas nunca tinha percebido o qu\u00e3o doce era at\u00e9 aquele momento! Vai ver que quando n\u00e3o puser a\u00e7\u00facar nos seus alimentos, vai sentir muito mais o sabor daquilo que est\u00e1 a comer.<\/p>\n<p><strong> 3. A publicidade aos produtos que cont\u00eam a\u00e7\u00facar \u00e9 muito forte.<\/strong> Vemos por todo o lado an\u00fancios das grandes empresas de produtos alimentares que, conscientemente ou inconscientemente, acabam por nos persuadir a consumir mais dos seus produtos, que cont\u00eam normalmente grandes quantidades de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p><strong> 4. H\u00e1 pouca informa\u00e7\u00e3o.<\/strong> Este tem sido o caso durante muitos anos, mas acredito que isto est\u00e1 a mudar. Come\u00e7amos a ouvir falar dos efeitos nefastos do a\u00e7\u00facar na televis\u00e3o, document\u00e1rios, etc. Penso que as pessoas est\u00e3o a ficar cada vez mais conscientes sobre este assunto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-607 \" src=\"https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/photo7-1024x700.png\" alt=\"\" width=\"534\" height=\"365\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>O a\u00e7\u00facar \u00e9 t\u00e3o venenoso como o \u00e1lcool<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m de ser uma droga, o a\u00e7\u00facar \u00e9 tamb\u00e9m uma toxina &#8230; ou um veneno, como o Dr. Lustig da Universidade da Calif\u00f3rnia o chama e demonstra na sua palestra [7] e nos seus m\u00faltiplos artigos cient\u00edficos. Por exemplo, pode ver estes [9,10] ou este [8] publicado na <em>Nature<\/em>.<\/p>\n<p>Para o nosso corpo, nomeadamente para o f\u00edgado, a frutose \u00e9 t\u00e3o venenosa como o \u00e1lcool [9]. O etanol e a frutose s\u00e3o metabolizados da mesma maneira no f\u00edgado. Mas se pensarmos bem, at\u00e9 nem \u00e9 surpreendente: o etanol \u00e9 obtido por fermenta\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar. Portanto, eles s\u00e3o usados pelo f\u00edgado da mesma maneira. No entanto, o c\u00e9rebro metaboliza o \u00e1lcool, mas n\u00e3o metaboliza a frutose. Isto significa que n\u00f3s n\u00e3o sentimos nada na exposi\u00e7\u00e3o aguda \u00e0 frutose. Contudo, mesmo que n\u00e3o sintamos nada no seu c\u00e9rebro, o a\u00e7\u00facar \u00e9 t\u00e3o nefasto para n\u00f3s como o \u00e1lcool [9]. Tal como o etanol, a frutose aumenta a lipog\u00e9nese (s\u00edntese the \u00e1cidos gordos e triglic\u00e9ridos), inibe a oxida\u00e7\u00e3o dos \u00e1cidos gordos (ou seja, inibe a utiliza\u00e7\u00e3o da gordura) e est\u00e1 associada \u00e0 doen\u00e7a do f\u00edgado gordo n\u00e3o alco\u00f3lico [10].<\/p>\n<p>Lembre-se que a frutose refinada pode ser-nos dada sob o nome de xarope de milho (que cont\u00e9m uma alta concentra\u00e7\u00e3o de frutose), a\u00e7\u00facar (ou sacarose &#8211; que \u00e9 na verdade um dissac\u00e1rido, o que significa que cont\u00e9m duas mol\u00e9culas de a\u00e7\u00facar: 1 mol\u00e9cula de glicose e 1 de frutose) ou simplesmente frutose. Mais saiba que esta frutose que estou a falar n\u00e3o tem nada a ver com a frutose nas frutas. Vai perceber porqu\u00ea no nosso pr\u00f3ximo artigo. Para simplificar, eu uso aqui a palavra a\u00e7\u00facar para qualquer a\u00e7\u00facar industrial: frutose, sacarose, etc.<\/p>\n<p>Na verdade, na minha opini\u00e3o, o a\u00e7\u00facar pode ser potencialmente mais perigoso e t\u00f3xico do que o \u00e1lcool para algumas pessoas (que raramente consomem \u00e1lcool, caso contr\u00e1rio, um alto consumo de \u00e1lcool \u00e9 tamb\u00e9m obviamente extremamente t\u00f3xico), porque:<\/p>\n<p>1) as pessoas consomem a\u00e7\u00facar todos os dias em grandes quantidades, e isto mesmo sem se perceberem &#8211; incluindo as crian\u00e7as. Seria impens\u00e1vel dar \u00e1lcool a uma crian\u00e7a, mas n\u00e3o veria um grande problema em lhe dar um doce. O consumo de doces pela nossa sociedade est\u00e1 t\u00e3o entranhado que se tornou at\u00e9 numa quest\u00e3o sentimental: dar doces \u00e0s crian\u00e7as por membros da fam\u00edlia \u00e9 muitas vezes um sinal de amor e carinho. Mas para os pais, av\u00f3s e todas as outras pessoas que se preocupam com as suas crian\u00e7as: estes doces, cheios de a\u00e7\u00facares <strong>N\u00c3O<\/strong> lhes fazem bem e est\u00e3o a promover futuros problemas de sa\u00fade!<\/p>\n<p>Achei particularmente interessante o que \u00e9 mencionado no r\u00f3tulo de alguns doces. Veja a imagem em baixo, no topo do lado direito. Traduzindo para portugu\u00eas: &#8220;Pode ter efeitos adversos na atividade e aten\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-198 \" src=\"https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo10-1024x479.png\" alt=\"\" width=\"806\" height=\"377\" srcset=\"https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo10-1024x479.png 1024w, https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo10-300x140.png 300w, https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo10-768x359.png 768w, https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo10-500x234.png 500w, https:\/\/livinginnaturalharmony.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2017\/04\/photo10.png 1417w\" sizes=\"(max-width: 806px) 100vw, 806px\" \/><\/p>\n<p>2) n\u00e3o tem nenhum efeito agudo \u00f3bvio (para al\u00e9m de fazer as crian\u00e7as saltar numa aparente explos\u00e3o de hiperatividade). Quando temos uma doen\u00e7a aguda devido a um determinado fator, \u00e9 f\u00e1cil relacionar a doen\u00e7a com a causa. O problema do a\u00e7\u00facar \u00e9 que pode levar anos ou d\u00e9cadas para que comecemos a manifestar os sintomas de uma doen\u00e7a muito grave relacionada com o consumo de a\u00e7\u00facar. Na verdade, quando consumido cronicamente (o que quase todos n\u00f3s fazemos desde que nascemos), pode levar a muitas doen\u00e7as cr\u00f3nicas (veja o nosso pr\u00f3ximo artigo). Da diabetes e \u00a0s\u00edndrome metab\u00f3lica ao cancro. Penso que o par\u00e1grafo seguinte, tirado de um artigo publicado recentemente no jornal ingl\u00eas <em>The<\/em> <em>Guardian<\/em>, ilustra bem este ponto [11]:<\/p>\n<p><em>&#8220;Uma vez que observamos os sintomas de um consumo excessivo de a\u00e7\u00facar, a suposi\u00e7\u00e3o \u00e9 que se o deixarmos de comer vamos ficar bem &#8211; beber uma ou duas bebidas a\u00e7\u00facaradas por dia em vez de tr\u00eas, ou, se somos pais, permitir que os nosso filhos comam um gelado s\u00f3 ao fim-de-semana. Mas se levar anos ou d\u00e9cadas, ou at\u00e9 mesmo gera\u00e7\u00f5es, at\u00e9 chegarmos a um ponto onde apresentamos sintomas de s\u00edndrome metab\u00f3lica, \u00e9 bem poss\u00edvel que mesmo estas quantidades aparentemente moderadas de a\u00e7\u00facar tenham acabado por ser demasiado para \u00a0que possamos reverter a situa\u00e7\u00e3o e voltarmos a ser saud\u00e1veis. E se o sintoma que se manifesta primeiro for outra coisa &#8211; cancro, por exemplo &#8211; ent\u00e3o estamos verdadeiramente sem sorte &#8230;.. Se levar 20 anos de consumo de a\u00e7\u00facar at\u00e9 \u00e0s consequ\u00eancias come\u00e7arem a aparecer, <strong>como podemos saber se consumimos demasiado antes que seja tarde demais<\/strong>? N\u00e3o ser\u00e1 mais razo\u00e1vel decidir no in\u00edcio da vida (ou quando somos pais) que <strong>n\u00e3o consumir muito \u00e9 consumir t\u00e3o pouco quanto poss\u00edvel<\/strong>?&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Como eu disse antes, acredito que o melhor \u00e9 tentar n\u00e3o consumir a\u00e7\u00facar, pelo menos nas coisas que podemos controlar. Claro que se vamos comer a um restaurante e eles p\u00f5em a\u00e7\u00facar no molho, n\u00e3o podemos controlar. Mas h\u00e1 muitas coisas que podemos de fato mudar.<\/p>\n<p>Para que este artigo n\u00e3o se torne muito longo e portanto aborrecido, decidimos dividi-lo em duas partes. Na segunda parte, vou falar sobre:<\/p>\n<p>&#8211; a rela\u00e7\u00e3o entre as doen\u00e7as cr\u00f3nicas e o consumo de a\u00e7\u00facar<\/p>\n<p>&#8211; porque \u00e9 que a cren\u00e7a de que nosso c\u00e9rebro precisa de a\u00e7\u00facar est\u00e1 totalmente errada<\/p>\n<p>&#8211; porque \u00e9 que a frutose nas frutas n\u00e3o tem nada a ver com frutose industrial refinada<\/p>\n<p>&#8211; o que \u00e9 que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade diz sobre o consumo de a\u00e7\u00facar<\/p>\n<p>&#8211; o que pode fazer sobre este assunto. E se n\u00e3o pode comer a\u00e7\u00facar, o que pode comer em vez disso?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Viva saud\u00e1vel \ud83d\ude42<\/p>\n<p>Ana<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"slideToggleNext\">References<\/h2>\n<div class=\"slideToggleNextTarget\">\n<p>[1] Q. Yang, Z. Zhang, E. W. Gregg, W. D. Flanders, R. Merritt, and F. B. Hu, \u201cAdded sugar intake and cardiovascular diseases mortality among US adults,\u201d JAMA Intern Med, vol. 174, no. 4, pp. 516-24, Apr, 2014.<br \/>\n[2] R. K. Johnson, L. J. Appel, M. Brands, B. V. Howard, M. Lefevre, R. H. Lustig, F. Sacks, L. M. Steffen, J. Wylie-Rosett, P. A. American Heart Association Nutrition Committee of the Council on Nutrition, Metabolism, E. the Council on, and Prevention, \u201cDietary sugars intake and cardiovascular health: a scientific statement from the American Heart Association,\u201d Circulation, vol. 120, no. 11, pp. 1011-20, Sep 15, 2009.<br \/>\n[3] http:\/\/www.heart.org\/HEARTORG\/HealthyLiving\/HealthyEating\/Nutrition\/Added-Sugars-Add-to-Your-Risk-of-Dying-from-Heart-Disease_UCM_460319_Article.jsp#.WPaGlmekKUk.<br \/>\n[4] M. Lenoir, F. Serre, L. Cantin, and S. H. Ahmed, \u201cIntense sweetness surpasses cocaine reward,\u201d PLoS One, vol. 2, no. 8, pp. e698, Aug 01, 2007.<br \/>\n[5] P. Iozzo, L. Guiducci, M. A. Guzzardi, and U. Pagotto, \u201cBrain PET imaging in obesity and food addiction: current evidence and hypothesis,\u201d Obes Facts, vol. 5, no. 2, pp. 155-64, 2012.<br \/>\n[6] N. D. Volkow, G. J. Wang, J. S. Fowler, D. Tomasi, and R. Baler, \u201cFood and drug reward: overlapping circuits in human obesity and addiction,\u201d Curr Top Behav Neurosci, vol. 11, pp. 1-24, 2012.<br \/>\n[7] D. R. Lustig. &#8220;Sugar: the bitter truth,&#8221; https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dBnniua6-oM.<br \/>\n[8] R. H. Lustig, L. A. Schmidt, and C. D. Brindis, \u201cPublic health: The toxic truth about sugar,\u201d Nature, vol. 482, no. 7383, pp. 27-9, Feb 01, 2012.<br \/>\n[9] R. H. Lustig, \u201cFructose: it&#8217;s &#8220;alcohol without the buzz&#8221;,\u201d Adv Nutr, vol. 4, no. 2, pp. 226-35, Mar 01, 2013.<br \/>\n[10] M. K. Hellerstein, \u201cMitigating factors and metabolic mechanisms in fructose-induced nonalcoholic fatty liver disease: the next challenge,\u201d Am J Clin Nutr, vol. 96, no. 5, pp. 951-2, Nov, 2012.<br \/>\n[11] https:\/\/www.theguardian.com\/society\/2017\/jan\/05\/is-sugar-worlds-most-popular-drug?CMP=fb_gu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p><span style=\"border-radius: 2px; text-indent: 20px; width: auto; padding: 0px 4px 0px 0px; text-align: center; font: bold 11px\/20px 'Helvetica Neue',Helvetica,sans-serif; color: #ffffff; background: #bd081c no-repeat scroll 3px 50% \/ 14px 14px; position: absolute; opacity: 1; z-index: 8675309; display: none; cursor: pointer; top: 4709px; left: 307px;\">Merken<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 certos acontecimentos que acabam por ser pontos de viragem na nossa vida. 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